agora é http://pseudoverbo.wordpress.com/

Já faz um tempo que a galera ta reclamando que nao consegue encontrar o blog pelo google devido a divergencias entre nome do sitio e o endereço, resolvi entao mudar o link do blog pra ajudar na divulgaçao tbm, agora o pseudoverbo não é mais soc1opata e sim pseudoverbo atualizem suas listas de links e favoritos.

abraços

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Uma puta descoberta e uma puta frase do Sherlock

“Usando a Música eu criei ordem em meio ao Caos generalizado”

e é isso o que eu faço.

Assisti ontem a adaptação do Sherlock Holmes pelo Guy Ritchie, um puta filme que me chamou atenção em uma cena em que o neurotico Sherlock interpretado pelo Robert Downey Jr, descobre que em meio a um monte de moscas voando desalinhadas dentro de um cilindro ele pôde criar uma simetria entre elas usando o som de seu bandolim ou seja lá que instrumento era aquele.

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E os sinos dobram

Segunda a noite a minha prima veio a falecer, infecção no intestino, era uma pessoa tranquila, simples e muito amigável, isso pelo pouco que conhecia dela, fiquei puto pela negligencia do hospital em querer operá-la, quiseram transferí-la, os pais ficaram em dúvida e na demora ela não aguentou,era grave. Passei a noite na casa de meus tios, toda aquela gente, aquele Luto hipócrita de algumas pessoas, mas que é importante para os familiares que ficam, fiquei pensando em questionar Deus, porque levar uma pessoa de boa índole e não um assassino frio igual o cara lá de contagem? Vão dizer que Deus tem seus motivos, que escreve certo por linhas tortas e que não se deve questioná-lo, disso eu sei, mas eu não pude deixar de pensar nisso. Me conforto quando penso que ele aliviou a dor dela, que com certeza era imensa.

Ontem 9 de março fez 16 anos que o Bukowski morreu, aquele mesmo que eu cito toda hora aqui no blog,  pensei nisso quando vi também um velho catador de lixo que foi atropelado aqui proximo onde trabalho, havia muito sangue e pessoas em volta, não deu pra ver direito mas pude imaginar a morte ali do lado daquelas pessoas com uma mão sobre o velho e a outra em sua foice,  provavelmente ele não resistiu. Nesses espaços de tempo a gente para pra lembrar que os Sinos não avisam quando irão dobrar e que essa vida aqui, cercada de prédios e fumaça, pode não ser tão curta, mas sim frágil. Tudo que consegui foi um pequeno poema mal escrito:

Vai

Pode ir agora

O inferno é aqui e você se livrou dele

vai agora pra um lugar melhor, esse sim lhe pertence

onde a dor nem a cor não existem

só o branco e o alto do altar

aqui ficam os cortes, a ferida

os que não sabem o que deve ser feito

Vai

descansa os olhos

das lágrimas de antes

esqueça o espelho, esqueça a maquiagem

as roupas e não se preocupe jamais com o seu peso

dizem que o peso da alma é apenas 21 gramas

Vai

sem exitar, sem pestanejar

segure nas mãos, não precisa ficar de joelhos

pise no caminho das flores, siga a luz

saiba que só

você nunca vai estar

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Escrito hoje, sobre hoje, mas como se fosse ontem.

Eu tenho um apreço imenso por esses domingos de chuva mansa, principalmente em dias quentes, mas é somente nos domingos, como no episódio da moto citado dias atrás, eu me sento escorado do lado esquerdo da poltrona da sala pra ler o Factótum que acabou de chegar do Sebo, de lá eu consigo ver um onibus passando “semi-lotado” um moleque me encarando da janela enquanto o ônibus vai arrancando, “Que cara deprimente”  ele deve pensar, essa é a primeira impressão que eu transmito às pessoas eu acho, ou pelo menos a impressão que eu transmito pra mim, nunca é intencional de todo jeito é um saco.

Independente de mim, da minha cara amassada e do moleque a chuva continua do mesmo jeito, fazendo barulho na telha tirando minha concentração das primeiras linhas do Bukowski, ele diz algo sobre Nova Orleans e sua mala de papelão e eu não consigo ler mais, talvez por preguiça mesmo, ou eu apenas por não querer mais. Sigo para cozinha, comer alguma coisa, vejo no calendário pendurado ao lado de uns quadros desconhecidos. amanhã será dia das mulheres, eu não sei escrever sobre as mulheres igual sabia antigamente, antes do Bukowski, sei que eu tenho que falar bem delas que sempre me fazem bem, me colocam  no rumo certo, minha mãe que não importa a merda que eu faça eu sempre serei seu filho caçula paparicado e apoiado, minha irmã que faz de tudo pra entender um pouco da minha cabeça e minha namorada da qual eu curto pra caralho os dias que eu posso ficar  assistindo-a dormir tranquilo, principalmente  nesses dias de chuva,já falei isso né? Do que importa tambem. Mas eu não sei escrever sobre as mulheres, não importa o tanto que eu tente, sempre vou acabar falando sobre mim e meu mundo pequeno e egoísta.

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E ela chamei de Amarelo

Ensaio, os fios e cabos passam por baixo do tapete usado para tapar os fios (lógico), os pedestais são erguidos, os violões afinados,  a voz vai esquentando, é lento, camera lenta,  ele puxa um si maior, vai ser Yellow do Coldplay. Eu dou uma risada pelo canto da boca só pra mim mesmo,  ela é lenta mais é um lento pra cima, eu gosto dessa música. No meio das minhas pastas dos discos do Lou Reed e do Rolling Stones  ela tem seu lugar: “Olhe para as estrelas, olhe como elas brilham para você”  é o que diz a letra, não entendo bem o que ele quer dizer, obviamente foi feita pra alguém em especial mas gosto da levada. “E ela chamei de amarela”   lá fora as pessoas devem ouvir algum som abafado e pensar nos seus problemas pessoais, nas dívidas, nos filhos ou qualquer coisa que o valha, “isso eu vou chamar de amarelo” e nada pra mim naquele exato momento me importa na verdade, to fazendo algo eu gosto, que me desprende de todas as merdas la de fora, os terremotos, as enchentes e os caras que invadem sua casa a noite pra levar o pouco que você tem enquanto você dorme, para os seus amigos que colocam seus egos em conflito por motivos banais e transformam tudo numa grande briga inútil e que provavelmente vai nos privar de bons papos depois do futebol no fim de semana, eu os chamarei de “amarelo” . Tudo isso apenas pro meu próprio conforto , nada mais me importa, nada é tão ruim quando se pode por o nome que bem quiser nas coisas que  quiser e rir um pouco. Nem que seja só para você mesmo.

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Falsas Harley Davidson’s não são confiáveis

Hoje caiu um puta temporal na cidade e eu lá pras bandas da minha namorada de moto, fiquei preso até acabar a merda do BBB esperando que a chuva estiasse, não que eu goste dessa porcaria, mas tava bom pra caralho debaixo das cobertas com a patroa, fazia tempo que não ficávamos assim porque fazia tempo que não chovia. De todo jeito tive que enfrentar a chuva mesmo pra vir embora, eles até insistiram pra eu ficar e dormir lá, mas com certeza não iria animar acordar mais cedo pra vir pegar o uniforme do trampo na minha casa. Enfim, minha moto tem sido minha melhor amiga de uns tempos pra cá, a gente vai pra todo lado e em cima dela as vezes acho que estou numa Harley, é bacana me sinto um James Hetiefield nas estradas do Texas, mas hoje a merda da caranga não quis funcionar devido a chuva, era algo com a vela disse meu sogro, tentei fazê-la pegar no tranco mas foi inutil, empurrava, empurrava soltava a embreagem e nada, nesse ritmo acabei andando 1 Km e meio mais ou menos, até que encontrei um  velho amigo voltando da escola, tava lendo um texto agora no blog do bandido, algo sobre velhos amigos que não aparecem sempre, tudo bem que não aparecem sempre mas sempre aparecem nas melhores horas, Lembro que ele foi meu primeiro colega de escola, daqueles do jardim de infancia, que me ensinou aquelas brincadeiras sacanas de crianças e tudo mais, é um cara muito gente fina e  eu sei que sempre que a gente topar vão rolar altos papos, sempre do mesmo jeito. Bom enfim, parece que Deus colocou ele lá na minha frente em meio a chuva na  madrugada pra me ajudar a ligar a merda da moto, o puto ainda queria que eu  guardasse a moto em sua casa enquanto ele me trazia em casa e que iria me buscar em casa do outro lado da cidade pra me levar pro trabalho de manhã, eu fiquei de cara com a atitude dele, fiquei pensando se faria o mesmo e com aquele mesmo entusiasmo, de qualquer forma valeu Luizão! Espero estar por perto quando você precisar brother e  espero que tu leia essa merda aqui também.

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Apenas mais um de carnaval

A brincadeira se consistia em quebrar o anel de latinha formando um C e um D em mãos, daí então você dava a parte que formava o D para a garota e perguntava a ela:

Eu posso ficar com o C ? –  Ou seja ficar com “OCÊ”? Um puta trocadilho ruim, mas que no auge do entorpecimento do carnaval era infalível, era falar e cair matando.Bom pelo menos era o que o Téo tentou explicar pro Hugo:

entendeu Hugo? Não tem erro cara.

Dá o anel aqui – Respondeu o Hugo embaralhando as consoantes, mais bêbado que pirata aposentado .

-Vai lá naquela baixinha. ela parece tá de caô contigo.

Oi gata, Possso fazer uma brincadeira com você? – Perguntou ele quase a derrubando com seu hálito de pão com alho, campari e rum.

Tá bom,! Deixa eu ver – Apesar de quase não suportar o bafo dele ela pagaria pra rir mais um pouco com as amigas depois

Hugo quebrou o anel e  começou:

– Olha gata, eu tenho na minha mão um C e um D, se eu... – Parou pra pensar um pouco – ... se eu te der o C … –  Pensou mais um pouco – não, não, seu eu… se você pegar o C... – Olhou pro Téo, fez careta, olhou pra garota tentando lembrar – Não,não,  se eu ficar com o D, você…. – correu de volta pro Téo pra ele relembrá-lo. Quando finalmente entendeu a garota foi embora rindo com suas colegas, foi assim com mais umas quatro meninas e quando finalmente conseguiu lembrar:

– Oi gata eu posso faze…

– Não,  não quero ficar com “OCÊ“… – foi interrompido.

Até que seus amigos desistiram e o levaram embora indignado.

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