Ensaio, os fios e cabos passam por baixo do tapete usado para tapar os fios (lógico), os pedestais são erguidos, os violões afinados, a voz vai esquentando, é lento, camera lenta, ele puxa um si maior, vai ser Yellow do Coldplay. Eu dou uma risada pelo canto da boca só pra mim mesmo, ela é lenta mais é um lento pra cima, eu gosto dessa música. No meio das minhas pastas dos discos do Lou Reed e do Rolling Stones ela tem seu lugar: ”Olhe para as estrelas, olhe como elas brilham para você” é o que diz a letra, não entendo bem o que ele quer dizer, obviamente foi feita pra alguém em especial mas gosto da levada. “E ela chamei de amarela” lá fora as pessoas devem ouvir algum som abafado e pensar nos seus problemas pessoais, nas dívidas, nos filhos ou qualquer coisa que o valha, ”isso eu vou chamar de amarelo” e nada pra mim naquele exato momento me importa na verdade, to fazendo algo eu gosto, que me desprende de todas as merdas la de fora, os terremotos, as enchentes e os caras que invadem sua casa a noite pra levar o pouco que você tem enquanto você dorme, para os seus amigos que colocam seus egos em conflito por motivos banais e transformam tudo numa grande briga inútil e que provavelmente vai nos privar de bons papos depois do futebol no fim de semana, eu os chamarei de “amarelo” . Tudo isso apenas pro meu próprio conforto , nada mais me importa, nada é tão ruim quando se pode por o nome que bem quiser nas coisas que quiser e rir um pouco. Nem que seja só para você mesmo.
“Sua pele, sim, sua pele e ossos, transformaram-se em algo bonito, vc sabe? por você eu daria todo o meu sangue.” É de fato uma bela canção. Coldplay são os novos Beatles!
Música é isso cara.